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Projeto Objetivo GP – 1ª parte

A Escola de Campeões do Motociclismo Português

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O Nascimento de um Sonho

Em 2004, o motociclismo português vivia um período de indefinição. Jovens talentos existiam, mas o acesso a programas de formação de nível internacional era praticamente inexistente. Faltava estrutura, apoio técnico e uma plataforma que transformasse promessas em pilotos preparados para competir lá fora. 

Foi então que Jorge Morgado, jornalista de referência e diretor da revista Moto Jornal, decidiu agir. Combinando experiência, contactos e uma paixão inabalável pelas corridas, lançou o Projeto Objetivo GP. Mais do que uma simples competição, tratava-se de um programa de captação, formação e lançamento de jovens pilotos portugueses rumo ao exigente mundo do Campeonato do Mundo de Velocidade. 

Uma Visão Inovadora 

O Objetivo GP nasceu com um conceito arrojado e diferenciador: oferecer aos jovens não apenas a possibilidade de correr, mas também uma verdadeira formação global. O projeto integrava treino técnico, preparação física, disciplina desportiva e acompanhamento pedagógico, transformando-o numa escola de campeões. 

Com a Moto Jornal a dar visibilidade e credibilidade ao projeto, rapidamente surgiram apoios fundamentais que lhe deram dimensão e solidez. 

25 Motos para os Jovens

Um dos pontos-chave do Objetivo GP foi o apoio da Honda Portugal, que acreditou desde o primeiro momento na ideia e cedeu 25 motos de 125cc. Estas máquinas uniformizaram a grelha e permitiram que todos os jovens competissem em pé de igualdade, destacando apenas o talento, a evolução e o trabalho individual. 

Sem este contributo, seria impossível oferecer condições de treino e competição a tantos jovens de forma acessível e profissional. 

O Motor Clube do Estoril: Regulamento e Segurança 

Desde o início, o Motor Clube do Estoril assumiu um papel decisivo: garantir todo o apoio técnico e regulamentar, assegurando que os treinos e corridas decorriam em conformidade com as normas de segurança e de competição. 

Graças à experiência acumulada na organização de provas nacionais e internacionais, o Motor Clube trouxe rigor, profissionalismo e credibilidade, fatores indispensáveis para que o projeto fosse respeitado e bem-sucedido. 

Repsol e Sapo: Parceiros de Prestígio

A Repsol, patrocinadora histórica do motociclismo mundial, deu ao projeto a sua força internacional e prestígio, associando-se à formação de uma nova geração de pilotos portugueses. 

Já o Sapo, portal de referência da internet portuguesa, foi fundamental na divulgação digital. Numa altura em que o online ganhava força, o Sapo ajudou a aproximar o projeto das famílias e do público jovem, dando-lhe uma presença marcante também fora das pistas. 

O Apoio do Kartódromo de Palmela 

Outro parceiro essencial foi o Kartódromo de Palmela, que abriu as suas portas e acolheu treinos e eventos do Objetivo GP. Este espaço, já conhecido como palco de grandes competições, tornou-se numa verdadeira casa de formação, onde os jovens pilotos podiam praticar em condições ideais.

A proximidade com um espaço dedicado ao desporto motorizado foi vital para o desenvolvimento prático dos participantes. 

Uma Equipa Técnica

Chefiada por José Lucas 

Se a organização e os apoios materiais eram importantes, a componente técnica foi igualmente decisiva. O projeto contou com uma equipa de trabalho chefiada por José Lucas, técnico experiente e respeitado no meio. 

Com o seu conhecimento, dedicação e liderança, José Lucas orientou os jovens em pista, ensinando técnicas de pilotagem, posicionamento, travagem, aceleração e leitura de corrida. Foi ele quem garantiu que o talento se transformava em competência.

Multimoto, Lacomoto e Jomotos: Apoio do Setor 

O projeto contou ainda com o apoio de importantes empresas ligadas ao motociclismo em Portugal, como a Multimoto, a Lacomoto e a Jomotos. Estas parcerias reforçaram a logística e os recursos, ajudando a assegurar peças, manutenção e outros elementos indispensáveis para o bom funcionamento da competição. 

Sem o contributo destas empresas, a sustentabilidade técnica e material do Objetivo GP teria sido muito mais difícil de alcançar. 

"A moto"

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Seleção e Formação de Talentos

Com esta rede de apoios, foi possível organizar jornadas de seleção que reuniram dezenas de jovens candidatos de todo o país. Os escolhidos eram avaliados não apenas pela velocidade, mas também pela sua atitude, capacidade de aprender e espírito de equipa. 

Uma vez integrados, os pilotos participavam em treinos regulares, provas oficiais e programas de preparação física e mental. A formação era completa e exigente, preparando-os para os desafios futuros. 

O Grande Vencedor: André Carvalho 

Entre todos os jovens que passaram pelo projeto, o nome de André Carvalho ficou gravado como o grande vencedor do Objetivo GP. O piloto destacou-se pela sua rapidez, consistência e determinação, conquistando a primeira edição e tornando-se o rosto do sucesso imediato da iniciativa. 

Graças à estrutura criada, André Carvalho conseguiu dar o salto internacional e competir no Campeonato de Espanha de Velocidade, já aos comandos de uma Honda 125 de Grande Prémio. Este feito confirmou que o projeto cumpria a sua promessa: transformar jovens talentos nacionais em pilotos preparados para os grandes palcos. 

Os pilotos

Os Formadores

O Motor Clube do Estoril: Regulamento e Segurança

O Motor Clube do Estoril: Regulamento e Segurança
Desde o início, o Motor Clube do Estoril assumiu um papel decisivo: garantir todo o apoio técnico e regulamentar, assegurando que os treinos e corridas decorriam em conformidade com as normas de segurança e de competição.
Graças à experiência acumulada na organização de provas nacionais e internacionais, o Motor Clube trouxe rigor, profissionalismo e credibilidade, fatores indispensáveis para que o projeto fosse respeitado e bem-sucedido.

A Logística: O Trabalho Invisível
Se a parte técnica e desportiva era o rosto do projeto, havia também uma engrenagem invisível sem a qual nada funcionaria: a logística. Esta responsabilidade foi assumida por João Botequilha Morgado, que coordenava toda a movimentação de motos, materiais e recursos humanos.
A sua equipa, composta por vários elementos, garantia que cada evento estivesse pronto: desde o transporte das motos Honda, à montagem das boxes, ao fornecimento de combustível e à gestão dos horários. O sucesso do Objetivo GP deveu-se em grande medida a este trabalho de bastidores, discreto, mas absolutamente essencial.

Um Gabinete de Imprensa para Chegar a Todos
Paralelamente à componente técnica e logística, o Projeto Objetivo GP contou também com um Gabinete de Imprensa próprio, criado para garantir que toda a informação sobre o programa chegava ao maior número possível de pessoas. Este gabinete assegurava a produção regular de comunicados, relatórios de corridas e materiais informativos, permitindo que patrocinadores, famílias, imprensa e adeptos estivessem sempre atualizados. A comunicação era tratada com profissionalismo, refletindo a seriedade e a dimensão do projeto. Graças a esta estrutura, o Objetivo GP ganhou visibilidade nacional e transformou-se num verdadeiro movimento de promoção do motociclismo português. 

Conclusão: uma Escola de Campeões

Obstáculos e Resiliência
Claro que nem tudo foi fácil. A gestão financeira foi sempre um desafio, assim como a logística de acompanhar jovens em competições e treinos exigentes. No entanto, a união entre organizadores, patrocinadores e técnicos garantiu que o projeto resistisse e crescesse.

Legado Duradouro
Hoje, olhando para trás, o Projeto Objetivo GP é reconhecido como um marco no motociclismo português. Criou oportunidades, mudou mentalidades e mostrou que, com organização e apoio, é possível formar pilotos com ambição internacional.
O envolvimento de todos Jorge Morgado,a Honda Portugal, o Motor Clube do Estoril, a Repsol, o Sapo, o Kartódromo de Palmela, José Lucas, João Botequilha Morgado e empresas como a Multimoto, Lacomoto e Jomotos, foi decisivo para o sucesso e para o impacto duradouro do projeto.

Figuras Internacionais em Contacto com o Projeto
A dimensão e a seriedade do Projeto Objetivo GP atraíram também a atenção de figuras internacionais ligadas ao motociclismo. Entre elas destacou-se Óscar Gallardo, então diretor do JuniorGP, que esteve presente no pit lane da Motorland, em acompanhando de perto a evolução dos jovens portugueses e deixando palavras de incentivo e conselhos valiosos.
Outro nome de peso foi o do italiano Andrea Dovizioso, reconhecido pela sua inteligência estratégica e pela longa carreira no Campeonato do Mundo de Velocidade. A sua presença e disponibilidade para trocar impressões com a equipa e com os pilotos foi uma inspiração para todos, reforçando o prestígio do projeto e demonstrando que o caminho seguido em Portugal estava alinhado com as melhores práticas do motociclismo internacional. 


Conclusão: Uma Escola de Campeões Mais do que corridas, o Objetivo GP foi uma escola de vida. Ensinaram-se valores, moldaram-se pilotos e criaram-se sonhos possíveis. Foi a prova de que com visão, paixão e trabalho em conjunto, o motociclismo português pode chegar mais longe. 

Graças ao Objetivo GP, Portugal ganhou não apenas novos pilotos, mas também uma nova forma de olhar para o futuro do desporto motorizado. 

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